Trabalhadores dos Correios protestam em Maceió e ameaçam greve por reajuste salarial

Categoria cobra aumento acima dos 0,87% oferecidos pela empresa e critica possível fechamento de agências em todo o país

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Trabalhadores dos Correios protestam em Maceió e ameaçam greve por reajuste salarial
A categoria aprovou um indicativo de greve geral nacional para o dia 10 de setembro, caso as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho não avancem - Foto: Assessoria

Trabalhadores dos Correios em Alagoas realizaram uma mobilização nesta quarta-feira (2), em frente à sede da empresa, no Distrito Industrial, no Tabuleiro do Martins, em Maceió. A categoria cobra uma proposta salarial considerada mais adequada e não descarta uma paralisação caso não haja avanço nas negociações.

O ato foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (Sintect-AL), que critica a condução das negociações e afirma que a empresa estaria promovendo o sucateamento do serviço e desvalorizando os funcionários.

Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelos Correios prevê reajuste de 0,87%, enquanto a inflação acumulada é de 4,35%. Para a entidade, a diferença representa perda do poder de compra e desvalorização dos trabalhadores.

Sindicato critica fechamento de agências

Outro ponto de preocupação da categoria é o possível fechamento de aproximadamente mil agências dos Correios em todo o país. De acordo com o sindicato, a medida poderia reduzir o atendimento à população e aumentar a carga de trabalho dos carteiros.

O presidente do Sintect-AL, Alysson Guerreiro, afirmou que o fechamento das unidades também aumentaria os deslocamentos dos profissionais.

“A empresa pretende fechar mil agências no país todo. Além de aumentar o percurso diário dos carteiros, isso deixa a situação praticamente impossível para atender à população”, afirmou.

Categoria mantém mobilização

O sindicato informou que pretende continuar mobilizado enquanto não houver avanços nas negociações salariais. Novos atos e uma eventual greve estão entre as medidas avaliadas pelos trabalhadores.

Em nota, o Sintect-AL afirmou que a categoria não aceitará o que considera sucateamento dos Correios e cobrou valorização profissional, preservação dos empregos e manutenção da estrutura de atendimento.

“A mobilização também denuncia o fechamento de agências, medida que ameaça empregos, reduz o atendimento à população e enfraquece uma das mais importantes empresas públicas do Brasil”, diz o comunicado assinado por Alysson Guerreiro.

O sindicato também reafirmou que continuará defendendo a valorização dos trabalhadores e a preservação dos Correios como empresa pública.


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