PCC: homem envolvido em trama para matar promotor é preso em Campinas

Homem preso na segunda fase da Operação Infiltrados seria ligado ao chefe dos investigadores Maurício de Oliveira, preso em junho

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Polícia Militar/Reprodução

Um homem de 51 anos suspeito de participar de um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar um promotor de Justiça de Campinas foi preso nesta sexta-feira (25), durante a segunda fase da Operação Infiltrados, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

O mandado de prisão e de busca e apreensão foi cumprido em Campinas. A identidade do suspeito não foi divulgada.

Segundo a investigação, o envolvimento do homem foi descoberto a partir da análise de documentos, celulares e notebooks apreendidos na primeira fase da operação, realizada em junho.

Com o novo alvo, os investigadores apreenderam dois celulares e um caderno com anotações fiscais que podem ter relação com o esquema investigado.

Suspeito faria parte do núcleo financeiro

De acordo com o MPSP, o homem teria ligação direta com Maurício Aparecido de Oliveira, chefe dos investigadores que foi preso na primeira fase da operação por suspeita de manter vínculos com o PCC.

A investigação aponta que o novo preso atuava na movimentação de dinheiro para Oliveira, exercendo uma espécie de função financeira dentro do grupo.

Ele também é suspeito de ter entregue um celular clandestino com chip habilitado, que teria sido utilizado para dificultar o rastreamento de conversas relacionadas às atividades investigadas.

Entre os materiais apreendidos na primeira etapa da operação estão comprovantes de depósitos em nome do homem preso nesta sexta-feira.

Movimentações chegam a quase R$ 500 mil

Documentos analisados pelos investigadores apontam que as movimentações financeiras atribuídas ao esquema somaram quase R$ 500 mil entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

Os depósitos identificados variavam entre R$ 10 mil e R$ 51,7 mil.

Segundo a investigação, os valores chamaram a atenção porque, em uma análise inicial, seriam incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados e com os cargos públicos ocupados por alguns deles.

Operação apura plano contra promotor

A Operação Infiltrados foi deflagrada em 9 de junho para investigar uma suposta articulação envolvendo integrantes do PCC, policiais e um ex-estagiário do MPSP.

O objetivo do grupo, segundo a investigação, seria executar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

As primeiras prisões ocorreram em junho, no interior de São Paulo e na capital. A partir do material apreendido naquela etapa, os investigadores chegaram ao novo suspeito.

O MPSP informou que as apurações continuam para identificar possíveis outros integrantes da associação criminosa.

“Todos os fatos continuam sob apuração no Gaeco, a fim de identificar outros eventuais integrantes da associação criminosa, que também serão denunciados à Justiça”, informou a Polícia Militar.

FONTE: Gazeta