O volume de financiamentos concedidos pelo Fundo Geral de Turismo (Fungetur) em Alagoas cresceu aproximadamente 310% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O montante passou de R$ 2,7 milhões para R$ 11,1 milhões, segundo dados apresentados pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em entrevista ao TNH1.
De acordo com o ministro, o aumento da procura pelo crédito acompanha a expansão da atividade turística no estado e reflete o interesse de empresários em ampliar ou modernizar seus negócios. No mesmo intervalo, o número de contratos passou de sete para 26, uma alta superior a 270%.
O Fungetur financia investimentos em empreendimentos turísticos, incluindo obras, compra de equipamentos e capital de giro. Os valores podem chegar a R$ 15 milhões, com juros de até 5% ao ano, acrescidos da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os prazos e as condições variam conforme a finalidade do financiamento.
A linha de crédito atende empresas e profissionais de diferentes segmentos do turismo, como hotéis, pousadas, restaurantes, agências de viagens, guias turísticos, transportadoras, organizadores de eventos e parques temáticos.
Para acessar os recursos, o empreendimento precisa estar registrado no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo. A inscrição é gratuita e realizada pela internet.
Em Alagoas, os interessados podem procurar instituições financeiras credenciadas, como o Banco do Nordeste (BNB), a Desenvolve Alagoas e a Cresol Baser. Outras instituições, entre elas Caixa Econômica Federal, Sicoob e Sicredi, também operam recursos do programa em âmbito nacional.
Uma das modalidades destacadas pelo ministro é voltada aos microempreendedores individuais (MEIs) inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e no Cadastur.
Esse público pode ter acesso a financiamentos de até R$ 21 mil para comprar equipamentos, realizar pequenas obras e investir na atividade turística. Segundo Feliciano, os empreendedores também recebem orientação técnica do Sebrae para preparar as propostas de crédito.
A modalidade conta ainda com cobertura do Fundo de Garantia de Operações (FGO), por meio do programa Acredita no Primeiro Passo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. De acordo com o ministro, a garantia permite dispensar a apresentação de garantias próprias pelos MEIs atendidos, conforme as regras da operação.
As condições do Fungetur variam de acordo com o tipo de investimento. Para aquisição de equipamentos e capital de giro, o prazo de pagamento pode chegar a 120 meses, ou dez anos. No caso de obras, pode alcançar 240 meses, equivalente a 20 anos.
O programa também prevê carência de até cinco anos, conforme a finalidade do financiamento e as condições aprovadas pela instituição financeira.
Segundo o Ministério do Turismo, a proposta é facilitar investimentos na estrutura dos empreendimentos, ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a competitividade dos destinos turísticos.
Na entrevista, Gustavo Feliciano também citou indicadores nacionais para contextualizar a expansão do setor. Segundo os números apresentados pelo ministro, o Brasil recebeu 6,45 milhões de turistas internacionais entre janeiro e agosto de 2026, enquanto o transporte aéreo doméstico movimentou 68,3 milhões de passageiros no mesmo período.
Para o ministro, o aumento do fluxo de visitantes cria oportunidades para os empresários alagoanos ampliarem seus negócios e investirem na qualidade dos serviços oferecidos.
O crescimento dos financiamentos em Alagoas, segundo Feliciano, indica que empresas do setor estão buscando recursos para acompanhar a demanda turística e ampliar a estrutura de atendimento no estado.