O senador Renan Filho (MDB) aprovou a nova estratégia de comunicação adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o primeiro turno das eleições. Em vídeos publicados nas redes sociais nesta quarta-feira (7), o parlamentar elogiou o uso de gravações em formato de selfie e uma linguagem mais direta para falar com os eleitores.
“Eu achei muito legal esses novos vídeos do presidente Lula, em que ele segura o telefone gravando selfie para conversar sobre assuntos relevantes com as pessoas. É muito importante, presidente”, afirmou.
Para Renan, a mudança pode aumentar o alcance das mensagens durante a campanha do segundo turno.
“Quando o senhor falar assim, como eu estou falando agora, todo mundo vai te assistir e isso vai garantir mais relevância à sua voz.”
O senador também adotou um tom mais crítico ao comentar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Renan, temas como democracia, direitos dos trabalhadores, políticas sociais e soberania nacional devem estar entre os assuntos defendidos por Lula durante a campanha.
Renan questionou ainda possíveis mudanças em áreas estratégicas do país caso Flávio seja eleito e citou o patrimônio nacional, o petróleo, as terras raras e as exportações brasileiras.
“A democracia brasileira aguenta isso? Aguenta entregar o patrimônio nacional? Aguenta a discussão sobre o nosso petróleo, as terras raras brasileiras e as nossas exportações serem feitas com o interesse de outras nações? Na minha opinião, o Brasil não aguenta isso”, declarou.
O parlamentar também contestou a possibilidade de a senadora Tereza Cristina influenciar a escolha do ministro das Relações Exteriores em um eventual governo Flávio. Na avaliação de Renan, a decisão teria influência de Eduardo Bolsonaro e de interesses ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em outra publicação, Renan Filho agradeceu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pelos elogios ao trabalho desenvolvido por ele durante os períodos em que comandou o Governo de Alagoas e o Ministério dos Transportes.
De volta ao Senado após a eleição estadual, o parlamentar afirmou que pretende atuar em defesa da democracia, da moderação política e do desenvolvimento econômico do país.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro. Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência após terminarem, respectivamente, em segundo e primeiro lugares no primeiro turno.