Lula participa de 7 de Setembro ao lado dos chefes dos Três Poderes em Brasília

Desfile na Esplanada dos Ministérios teve soberania nacional, combate à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027 como temas centrais

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Lula participa de 7 de Setembro ao lado dos chefes dos Três Poderes em Brasília
Lula e Janja no 7 de Setembro em 2026 — Foto: Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta segunda-feira (7), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A cerimônia contou com a presença dos chefes dos Três Poderes, em uma demonstração de integração institucional durante as comemorações pelos 204 anos da Independência do Brasil.

Lula esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da segunda-dama Lu Alckmin e de ministros do governo.

Também participaram da solenidade o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O desfile deste ano adotou um formato mais sóbrio, sem discursos de autoridades, manifestações político-partidárias ou distribuição de brindes. A organização também levou em consideração o período eleitoral e buscou manter o caráter institucional da celebração.

Segundo a Presidência da República, cerca de 70 mil pessoas acompanharam as comemorações.

Três temas marcaram o desfile

A programação foi organizada em três eixos principais: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

As Forças Armadas também participaram do tradicional desfile, com contingentes da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira.

Soberania nacional

A defesa da soberania ganhou destaque entre os temas do evento e vem sendo reforçada pelo governo Lula desde o agravamento das tensões comerciais com os Estados Unidos e a adoção de tarifas sobre produtos brasileiros pelo presidente Donald Trump.

Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão no domingo (6), Lula afirmou que o Brasil precisa preservar sua autonomia e declarou que o país não será subordinado a outras potências.

O presidente também associou soberania à capacidade de proteger o território, as fronteiras, o meio ambiente, as riquezas nacionais e a população.

Desfile 7 de Setembro em Brasília em 2026 — Foto: Foto: Ricardo Stuckert.
Desfile 7 de Setembro em Brasília em 2026 — Foto: Foto: Ricardo Stuckert.

Combate à violência contra as mulheres

Outro eixo da celebração foi o enfrentamento à violência contra as mulheres. A pauta ganhou espaço na agenda do governo diante da preocupação com os índices de feminicídio no país.

Em maio, Lula sancionou três projetos de lei voltados ao endurecimento das medidas de proteção às vítimas de violência doméstica. Entre as iniciativas estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e medidas para facilitar o afastamento do agressor do ambiente familiar.

As ações foram apresentadas durante uma cerimônia no Palácio do Planalto relacionada aos 100 dias do Pacto Brasil pelo Enfrentamento do Feminicídio, firmado entre os Três Poderes.

Copa do Mundo Feminina de 2027

A terceira temática do desfile foi a Copa do Mundo Feminina de 2027. O Brasil será o primeiro país da América do Sul a sediar a competição.

O torneio está previsto para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com partidas distribuídas entre cidades brasileiras.

Presença do STF

A participação de Edson Fachin na cerimônia também marcou uma diferença em relação ao 7 de Setembro de 2025, quando nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal esteve presente na comemoração.

Naquele período, a Corte estava envolvida no julgamento da ação sobre a tentativa de golpe de Estado, que posteriormente resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.

Em 2024, ministros do STF participaram do evento e ocuparam a tribuna de honra, entre eles o então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, além de Fachin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.


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