Casal preso no RJ por duplo homicídio em AL tem ligação com 'Nem Catenga'

De acordo com a polícia, Raiane Santos de Melo é prima do líder do Comando Vermelho em Alagoas

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Divulgação PC
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O casal Weverton Faustino da Silva e Raiane Santos de Melo, preso no Rio de Janeiro, tem ligação com Nem Catenga, apontado pela Polícia Civil como líder do Comando Vermelho em Alagoas e que também está foragido no estado fluminense. Segundo a polícia, Raiane é prima do traficante.

Os dois foram presos nesta quarta-feira (21), no município de Paraty, durante uma operação conjunta das Polícias Civis de Alagoas e do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de envolvimento no duplo homicídio de Camila Bilar de Oliveira, de 26 anos, e José Marcelo Lopes dos Santos Filho, de 23, ocorrido em Marechal Deodoro, em 2022.

De acordo com as investigações, o casal teria invadido a residência das vítimas e filmado a execução. Na ocasião, um bebê que estava nos braços de Camila sobreviveu ao ataque.

Crime teria sido motivado por disputa do tráfico

Segundo o delegado Igor Diego, os investigados teriam fugido para o Rio de Janeiro logo após o crime, ocorrido há quase quatro anos. A principal linha de investigação aponta que o duplo homicídio foi motivado por uma disputa relacionada ao tráfico de drogas.

O delegado João Marcello afirmou que a gravação da execução teria sido utilizada pelos suspeitos para ganhar notoriedade dentro da facção criminosa.

“Só o fato de eles terem fugido para o Rio de Janeiro já mostra que estavam em um nível acima dos demais, em outro patamar dentro da facção”, declarou o delegado.

Polícia vai solicitar transferência para Alagoas

Após as prisões, a Polícia Civil de Alagoas informou que vai solicitar o recambiamento de Weverton e Raiane para o estado, onde deverão responder pelas acusações relacionadas ao duplo homicídio.

As autoridades também investigam se os dois continuaram praticando crimes no Rio de Janeiro durante o período em que permaneceram foragidos.

A prisão foi resultado do compartilhamento de informações entre as forças policiais dos dois estados, após a expedição de mandados de prisão pela Justiça alagoana.


FONTE: Gazeta
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